Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

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Shimano x SRAM: tema de debates infinitos para descobrir qual possui as melhores linhas de transmissão de Mountain Bike. Sempre nos pegamos na conversa de quais são as equivalências entre as linhas das duas e, por fim, qual das duas é a melhor.

No entanto, o tópico SRAM x Shimano é um bastante complicado e que muda a cada ano – já que ambas as fabricantes estão sempre inovando suas linhas ou mesmo adicionando linhas novas. E por conta disso passamos um tempão fazendo pesquisas por aí para entender melhor as diferenças e terminamos nossa busca de mãos vazias.

Então basta! Estive nos últimos tempos pesquisando tudo que consegui e montei esse post como o comparativo devinitivo entre Shimano x SRAM!

Sim, meu senhor. Sim, minha senhora. Escrevi esse artigo de modo que você nunca mais precise ler outro artigo para entender as diferenças das fabricantes e veja de uma vez por todas que aquela tabelinha comparando as linhas é uma grande besteira. Se a imagem de capa desse arquivo te chocou então você está no lugar certo!

Mas atenção…

… quero que você saiba que este post sobre SRAM vs Shimano vai ser bastante detalhado. Então por favor atente-se para os três seguintes detalhes antes de começar a ler:

  1. Esse post fala sobre as linhas de Mountain Bike Cross Country (XC) da SRAM e da Shimano. Ou seja, não falarei dos conjuntos de ciclismo de estrada (speed), de Downhill, Enduro, e-bikes, etc.
  2. Assim como fiz nos comparativos da Shimano, aqui não falarei de freios e rodas;
  3. As análises aqui são dos componentes das linhas dos catálogos de 2016/2017. No futuro quando as marcas renovarem suas linhas eu voltarei aqui para atualizar esse post.

Por fim, gostaria de reforçar que esse é até o momento o artigo mais rico em detalhes que eu já publiquei no Aventrilha e deu um trabalho considerável. Se tiver gostado, peço a gentileza de compartilhá-lo no Facebook, com seus amigos no Whatsapp e em fórums de ciclismo.

Repito: a ideia quando escrevi esse artigo era de que você nunca mais precisaria ler nenhum outro texto sobre o tema. Sendo assim vamos começar do começo.

As maiores fabricantes de componentes de bicicleta do mundo

Quando falamos de SRAM x Shimao estamos nos referindo à maior batalha pelo mercado bilionário de componentes de bicicleta. E de um lado temos uma história quase secular que se iniciou em 1921 quando Shozaburo Shimano fundou uma fábrica de aço com seu nome (ele começaria a trabalhar com o ciclismo apenas nos anos 70).

A Shimano é uma gigante que não só controla 85% do mercado de componentes para ciclismo no mundo como também briga forte nos mercados de pesca e até do remo.

shimano Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

Do outro lado, a jovem SRAM que começou nos início dos anos 90 com apenas 6 funcionários na garagem de uma casa. Hoje, no entanto, está pelos seis continentes e controla também outras marcas super renomadas, como a RockShox e a Truvativ.

sram- Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

Isso faz da “batalha” Shimano x SRAM mais recente que a maioria das pessoas imaginam. E mesmo assim ela já se tornou uma dura competição que se evidencia ano após ano nos catálogos das duas montadoras – tanto nas linhas de Mountain Bike como nas de ciclismo de estrada e, mais recentemente, de e-bikes.

Quem ganha com isso, logicamente, somos nós, ciclistas, que vimos nos últimos anos a introdução de tecnologias incríveis no MTB, como os cassetes wide range e de melhoras gerais consideráveis de cada linha.

E já que estou falando de Shimano vs SRAM deveria imediatamente colocar aquela tabelinha comparativa, terminar o post e ir dormir, certo? Errado!

Por que a tabela Shimano x SRAM é uma grande besteira?

Por muitos anos, antes de eu montar o Aventrilha, me deparei com a fatídica tabela comparativa entre Shimano e SRAM que deveria resolver todos os problemas e comparar os conjuntos. Ela é belíssima e quem dera funcionasse. Sendo assim, tomei a liberdade de começar a corrigí-la:

shimano-x-sram-comparativo-diferenças-capa Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

Esqueça essa tabela maldita. Ela é enganosa e nunca vai servir pra você se decidir entre SRAM ou Shimano. Tudo isso começou pois a Shimano veio bem antes da SRAM e quando sua rival americana começava a crescer ela já dominava o mercado de componentes. Então por favor leia a seguinte frase e tente encontrar onde está o fator crítico:

“Shimano é uma indústria Japonesa.”

Entendeu!? Não!?

Veja: a única coisa mais organizada no Planeta Terra que o armário de taças de cristal da minha vó é uma indústria Japonesa. Natural que eles criassem uma série de compomentes ordenados e belos seguindo uma linha lógica, que vai do mais simples e barato ao mais sofisticado e caro. E já que estamos falando de Shimano, vamos começar por ela:

As linhas de transmissão de XC da Shimano

Tabela-da-shimano-transmissão Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

Como disse, dado à organização impecável da fabricante, aqui dá para alinhar os componentes numa ordem de mais simples a mais completo. Teoricamente, estão faltando aqui 3 grupos:

  • Saint e Zee: são as linhas próprias para Downhill da Shimano;
  • Tourney: é uma linha inferior à Altus que (assim como a própria Shimano) não considero como uma série de peças para MTB e sim para ciclismo recreativo e de passeio.

É importante também deixar claro aqui que XT Di2 e XTR Di2 são linhas irmãs das tradicionais. Ou seja, as tecnologias são exatamente as mesmas, com excessão de tudo de digital e automático que o Di2 agrega. Não há cabos e o visor do passador é digital, mostrando inclusive quanta bateria o sistema tem. Ah, Di2 = Digital Integrated Inteligence.

Prosseguindo:

As linhas de transmissão de XC da SRAM

Já do lado da fabricante americana, a coisa não é tão simples e é aqui que a famosa tabelinha começa a não fazer sentido. Em primeiro lugar, é importante destacar que a SRAM tem uma obsessão particular pelos pedivelas com uma única coroa – afirmaram até mesmo que nunca mais vão fazer um câmbio dianteiro para suas linhas de ponta:

E por ser até então a referência do mercado, todos resolveram comparar o imcomparável. Shimano ou SRAM. Claro que podemos sim encontrar equivalências entre as linhas, mas não é possível pareá-las. Entendeu? Essa parte é importante: não é possível pareá-las.

Isso porque a SRAM, diferentemente da Shimano, começou em uma garagem nos Estados Unidos – o país que usa Milhas, Fahrenheit e colégio eleitoral. Era de se esperar que não se tornasse algo tão simples.

O principal problema, como mencionei anteriormente, é que a SRAM separa linhas hoje em dia não só mais em Entrada – Intermediário – Ponta. Eles entraram de vez no mercado de 1×11 e 1×12 e portanto sua linhagem fica um pouco diferente. Tentei bravamente organizar seus grupos e eis o que consegui montar:

Tabela-kits-SRAM Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

Os asteriscos aqui representam uma divisão que a SRAM faz dentro de suas linhas intermediárias e de ponta:

  • *Representa as linhas da SRAM que fabricam cassetes com no cogs de no máximo 36 dentes;
  • **Representa as linhas da SRAM que fabricam cassetes com cogs de mais de 40 dentes.

É Importante de ressaltar que todas as linhas com dois asteriscos ** (com excessão da GX) só fabricam pedivelas com uma coroa. Logo não há câmbios dianteiros nem passadores dianteiros aqui. Ademais, eu não inclui na lista o seguinte:

  • EX1: conjuto da SRAM para as E-Bikes – bicicicletas elétricas.
  • X0, X01 e X01 Eagle: grupos da SRAM para Downhill e MTB mais agressivo (Enduro/AM). Também não considerei a linha de Downhill da GX

Observação: eu tô adorando escrever esse post! Sério! Se estiver gostando do artigo curta a página do Aventrilha no Facebook:

 

Agora chegamos onde você tanto esperava! Vamos comparar Shimano x SRAM:

Comparando SRAM x Shimano

E nada melhor que começar do começo. Falarei, portanto, do que considerei como linhas de entrada das duas fabricantes de componentes.

1- As linhas de entrada

As linhas de entrada são as seguintes:

  • Shimano: Altus, Acera e Alivio;
  • SRAM: X3, X4 e X5.

Do lado da Shimano, temos três grupos encontrados em larga escala no Brasil (você pode ler um comparativo completo entre Altus, Acera e Alivio aqui).

comparando-linhas-de-entrada-shimano Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

Altus é um grupo bastante básico que trouxe em sua versão mais recente algumas tecnologias dos seus “irmãos maiores”.  Acera agora com tecnologia Shadow não deixa a desejar. Alivio com Two Way Release e outros mimos – como opção de movimento central integrado – evoluiu muito em seu lançamento de 2015.

Os três grupos de transmissão da Shimano possuem, no entanto, duas características muito importantes que são iguais para todos: oferta de pedivela triplo e cassete com 9 cogs. Ou seja, os três grupos são de 27 marchas.

A SRAM trabalha com suas linhas de entrada já de um modo bem diferente.

comparando-linhas-de-entrada-sram Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

A linha X3 poderia nem ter entrado na lista, a exemplo da Tourney da Shimano que não chega a ser uma linha de mountain bike. Resolvi colocá-la para poder explicar esse detalhe também. Ela é bastante simples e não oferece nem um pedivela da linha. Mesmo o câmbio traseiro aceitando cassetes de 7v, 8v e 9v, os passadores só possuem troca de 7 marchas, de tal modo que se fosse utilizado todo um kit X3 a bike ficaria 21v.

A linha X4 já é um pouco mais sofisticada e possui tecnologia Direct Route (cabo chega por cima e não por trás). Contudo, mesmo com essa vantagem, o passador ainda só muda 8 marchas. Sendo assim, se você tiver um kit todo X4 vai conseguir passar 24 marcas.

Por fim, a X5 já dá um salto considerável e oferece peças mais sofisticadas, como passadores e câmbio traseiro de 10v e até mesmo pedivela com movimento central integrado de 3 e de 2 coroas!

Resumo

Aqui é o único nível onde podemos traçar um paralelo direto comparando Shimano x SRAM. Sendo assim, acredito que faça sentido o fazer:

  • A linha Altus bate a X3 por oferecer um conjunto com 27 marchas contra 21 marchas da X3 – considerando que seja adquirido o kit completo e, portanto, o passador de 7v;
  • A linha Acera ganha da X4 principalmente por essa ter o passador de 8v. Pessoalmente também acho a tecnologia Shadow muito relevante, algo que a X4 não conta;
  • A linha X5 vence a Alivio por oferecer um conjunto de 10v contra 9v e também pela oferta de um pedivela com coroa dupla, algo altamente relevante em tempos de diminuição no número de coroas;

2- As linhas intermediárias

As linhas intermediárias são as seguintes:

  • Shimano: Deore, SLX;
  • SRAM: X7, X9, NX e GX.

Do lado da fabricante japonesa Shimano, temos o tradicionalíssimo Deore e o relativamente recente SLX (veja o comparativo completo entre Deore e SLX aqui)

Shimano-deore-slx Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

Talvez o Deore tenha sido o conjunto que mais evoluiu da versão passada para a atual. Agora com câmbio traseiro com a fabulosa tecnologia Shadow RD+ e oferta de pedivela duplo, o Deore se aproximou muito de sua irmã maior SLX.

Falando em SLX, a linha é certamente o pináculo da característica da Shimano de ir transferindo tecnologias das linhas superiores para as inferiores com o passar dos anos. Não só o grupo possui inúmeras tecnologias da XT e XTR, a exemplo da corrente em Sil-tec, como também oferece conjuntos 2×11 e 1×11 (e até um 3×10!) e um cassete 11-46.

A SRAM, no entanto, oferece uma gama maior de produtos em suas linhas intermediárias.

sram-x7-x9-nx-gx Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

Por um lado, temos as tradicionais X7 e X9 oferecendo pedivelas duplos e triplos e cassetes 11-36. Aqui você já encontra os passadores Grip Shift, tecnologia que divide opiniões exclusiva da SRAM, onde se muda a marcha torcendo um dispositivo no guidão. Ambas as linhas também oferecem opção de câmbio traseiro bem como passadores próprios para transmissões de 9 marchas.

As mais modernas NX e GX são praticamente uma carta aberta da SRAM que diz “câmbios dianteiros são coisa do passado”. Aqui dá pra traçar um paralelo mais fácil e dizer que NX está para X7 assim como GX está para X9. Os dois grupos em questão oferecem apenas uma combinação de marchas (1×11) e com um único cassete (10-42).

A linha GX também tem uma linha paralela própria para Downhill – que não comentarei aqui, como explicado no início desse artigo.

Resumo

Analisando as linhas intermediárias da Shimano x SRAM, a sensação que fica é que a SRAM fez grandes esforços de marketing para evidenciar suas duas “novas” linhas de cassetes com mais de 40 dentes – NX e GX.

Isso fica claro quando observamos a Shimano e vemos que o grupo SLX oferece várias opções de combinações de marchas, com pedivelas 3×10, 2×11 e 1×11 e cassete 11-36 a 11-42 e nem por isso ganhou um nome paralelo.

Se a tendência da marca america será de aos poucos ir retirando do mercado as linhas X7 e X9 e abraçar de vez os pedivelas com uma única coroa, só o tempo dirá. Este blogueiro de mountain bike que vos escreve aposta que é exatamente isso que vai acontecer.

Acho importante destacar aqui que o NX preenche uma lacuna que a Shimano não oferta: um conjunto de custo mais baixo com uma configuração 1×11 e cassete 11-42.  Isso seria ainda mais notável se a oferta da SRAM no Brasil fosse maior e seus preços mais amigáveis. Mas já é um ponto positivo pra marca.

3- As linhas de ponta

Por  fim, temos as linhas de ponta do embate Shimano x Sram. Elas são

  • Shimano: XT e Di2 e XTR e Di2
  • SRAM: XX, X1, XX1 e XX1 Eagle

A começar pela Shimano (leia esse artigo comparando XT e XTR para se aprofundar no tema);

shimano-xt-xtr-di2 Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

Os grupos XT e XTR parecem estar em alta desde sempre. São o rei e o príncipe dos grupos de transmissão da Shimano que ficaram ainda mais estupendos com a implementação de duas versões eletrônicas, ganhando a sigla Di2. É a primeira vez que uma das montadores traz ao mountain bike

A XTR apresenta sempre um acabamento melhor que a XT, porém boa parte das tecnologias são as mesmas, como Shadow RD+, Sil-tec, Multi Release, Instant Release, etc. São conjuntos criados com tecnologias de quem vai utilizar o brinquedo em nível competitivo, nada abaixo disso!

Do lado da rival SRAM temos o seguinte:

sram-xx-x1-xx1-eagle Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

Se nas linhas intermediárias a SRAM já começou a deixar mais que claro que não quer nunca mais fabricar um câmbio dianteiro, aqui a coisa é ainda mais séria.

A única linha que ainda fabrica um sistema com cassete 11-36 e pedivela duplo/tripo é a XX. E ao passo que pudemos comparar NX com X7 e GX com x9, aqui o paralelo que se pode traçar é entre XX e X1. Os dois grupos possuem características semelhantes e tecnologias parecidas, sendo que a tendência é X1 assumir o posto de segunda linha mais avançada de mountain bike cross country da SRAM.

E quem lidera essa escala? Bem até pouco tempo atrás era a XX1 que fechava a conta. Com um kit 10-42 (o 10 sendo uma clara aposta para consolidar os pedivelas de uma coroa), ela seria uma provavel equivalente à Shimano XT – que começava a despontar por sua tecnologia Di2.

No entanto veio a surpreendente XX1 Eagle e, como dizia Everaldo Marques nas narrações do Tour de France, “desceu o sarrafo” na cabeça da concorrênica. A denominaçao Eagle também está presente na série de Downhill XO1. Na XX1 ela apresenta um revolucionário sistema de velocidades 10-50 (!!!) com 12 marchas.

Resumo

A Shimano não foi tão radical com suas linhas de ponta. A mostra disso é que ainda disponibilizam pedivelas triplos nas linhas XT e XTR. Já a SRAM tenta sair na frente e o que foi considerado uma jogada de risco hoje é tendência de mercado – todas caminhando para a extinsão dos câmbios dianteiros.

Eu particularmente não dou a menor bola de ter que usar um câmbio dianteiro, mas também não teria muita gana de andar com um sistema eletrônico. Acho que é isso que mostra que eu não sou um profissional e talvez sejam eles que possam usufruir melhor dos sistemas de cogs gigantescos ou transmissões eletrônicos. Eu, por enquanto, acho uma regalia.

Veredito

Analisando todas as linhas da Shimano e SRAM acredito que seja impossível comparar uma marca com a outra grupo a grupo. As tecnologias recebem nomes totalmente diferentes e só utilizando ou conversando com um expert que as utiliza para dizer o que de fato é útil e o que é só nome.

Porém acredito que no geral, dê pra dizer qual das duas marcas ganha nos níveis (entrada, intermediário, ponta). Eu então faria as seguintes colocações:

Veredito dos Grupos de Entrada

entrada-conclusão Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

Para mim o lógico vencedor é a Shimano. Sim, a SRAM quase leva o caneco com seu grupo X5 que é aparentemente superior ao Alivio, porém tem muita gente que vai começar a praticar mountain bike agora e precisa de um grupo pra hoje, não pro ano que vem. E pra isso Altus e Acera ganham com folga de X3 e X4

Veredito: Shimano leva a melhor

Veredito dos Grupos intermediários

intermediário-conclusão Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

Eu pessoalmente não sou fã dos grupos de 1 coroa na frente. Isso porque no Brasil, com a escassez de trilhas que temos, temos muitas subidas longas e intermináveis de estradão onde faz todo sentido uma Granny (vovozinha) de 22 ou 24 dentes no pedivela. Opinião pessoal.

Isso me deixa um pouco enviesado, porém é em outro fator que a Shimano supera a SRAM e muito nessa faixa de grupos: a que há escassez também na oferta de produtos da SRAM nessa linha no Brasil. Mais: as montadoras nacionais raramente optam por colocar conjuntos SRAM já de fábrica nas suas bikes, agravando a situação. Some a tudo isso

No entanto, acredito que o conjunto NX cobre um buraco do mercado que a Shimano não oferece: um conjunto intermediário com cassete com mais de 40 dentes e com opção de pedivela com uma única coroa. Isso seria um espaço que o Deore deveria preencher, mas não o faz.

Veredito: empate

Veredito dos Grupos de ponta

ponta-conclusão Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

Por fim, temos os conjuntos de ponta. Tendo em mente que o público alvo aqui são praticantes do mountain bike competitivo ou profissional, tenho que admitir em primeira mão uma coisa: não posso opiniar entre um cojunto eletrônico Di2 e um Eagle. Acredito que são tecnologias muito acima de tudo que utilizei até hoje e mesmo que as utilizasse não seria no mais alto nível competitivo.

Me resguardo então a desempatar esse critério a partir dos conjuntos X1 e XT. O que fica claro nesse ponto é a estratégia de SRAM de não oferecer um conjunto com coroas duplas e trilhas, porém mais em cada uma das peças da transmissão que a XT.

Sério: cassete, cambio, passadores… tudo no X1 é mais leve que o XT. E nem menciono XX pois como opinei acima, será questão de tempo até que ela seja descontinuada. Além disso, há a oferta também de Grip Shift que é uma variação considerável para quem quer algo diferente dos trocadores tradicionais.

Veredito: Sram na frente

Conclusão

  • Shimano bate SRAM nos grupos de entrada, principalmente por ser muito mais fácil de ser encontrado no Brasil – em geral – que a SRAM;
  • SRAM acerta em cheio com a criação do kit NX e possui alguns detalhes que largam na frente da Shimano nas linhas de ponta.
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  • Filipe Zillo

    O cassete GX da Sram não seria 10-42 ?
    E não foi citado que o Shimano XT possui cassete 11-46.

    • Fernando – Aventrilha

      Ops ops ops…. rsrsrs Obrigado! Corrigidos.

  • Elcio Cornélio Voltolini

    A Shimano lançou o 1X11 do grupo SLX , não seria o concorrente do NX dá SRAM?

    • Fernando – Aventrilha

      Mais ou menos, Elcio. O NX possui algumas tecnologias e detalhes superiores ao SLX (como peso na maioria das peças, por exemplo). É difícil de bater o martelo, mas eu colocaria o SLX quase pareado com NX e abaixo do GX.
      Abraços!

  • Tiago Ribeiro

    Replicando um comentário no strava Brasil pra enriquecer a discussão.

    Bruno Monteiro X0 é linha de downhill?!
    Pelo
    que entendo o X0 é a mesma tecnologia do X9 só que com peças mais leve.
    Não é mais rápido ou mais eficiente…só elimina peso.
    No Downhill galera ta preocupada em eliminar peso?!
    Tem que rever isso ai…

    Fabio Tesser Essa matéria e só MTB.

    Bruno Monteiro E downhill não é MTB!?
    Mas mesmo assim…X0 NÃO é exclusivo pra downhill!
    Veja
    que o site mesmo diz ter X0 exclusive DH e X0 pra outras práticas. Como
    disse…esta errado isso ai sobre o X0. Podem ir lá consultar.

    “SRAM X0 brings the right gear to your most heated trail battles—any terrain and every time.”

    https://www.sram.com/sram/mountain/family/x0

  • Tiago Ribeiro

    Gostei muito do artigo, tinha vendedor comparado GX com XT rsrsrs, se poder passar seu conhecimento em um aritgo sobre freios eu ficaria muito grato não conheço a linha alta da SRAM e tem gente que fala que são barulhentos.

    • Fernando – Aventrilha

      Fala, Tiago!

      Respondi seu outro comentário por email. Sou rápido no gatilho rsrsrs.

      Legal! Gostaria de preparar uma série para falar de freios mais para frente, porém preciso estudar mais sobre o assunto. É um campo ainda mais complexo que o de transmissões, em minha opinião.

      Forte abraço!

  • Rafael

    Alguns equívocos em relação ao X0, e X01 Eagle…

    O X0 tem uma versão para DH e outra versão 2×10, com cassete 11-36

    E o X01 Eagle é a versão de entrada do XX1 Eagle… Ele também possui cassete 10-50, coroas de 30,32,34,36 e 38… porem é um pouco mais pesado, enquanto o XX1 Eagle é feito com o que tem de mais moderno e leve da Sram…

    A sram nem considera o X3 e X4 como um grupo comercial, apenas para fabricantes, assim a linha Tourney da Shimano… Basta reparar no site de ambos….

    • Fernando – Aventrilha

      Fala, Rafael,

      Bem, a verdade é que o X01 Eagle e XX1 Eagle não funcionam como um sendo a linha de entrada do outro. O X01 Eagle realmente é vendido como o conjunto top de linha da Sram para DH, Enduro e All mountain enquanto o XX1 Eagle cobre essa função para os conjuntos de XC.

      Talvez não tenha sido enfático o bastante, porém falo sobre essa relação Tourney – X3 quando introduso as linhas de entrada da SRAM.

      E a Versão X0 de 7 e outra de 2×10 são ambas de DH/AM/Enduro (por sinal ,estava há pouco falando com um camarada que trabalha na Proparts e que me confirmou isso)

      Abraços

      • Rafael

        Mas temos que concordar que o X01 é mais barato que o XX1, tem um material mais durável, e características bem parecidas de funcionamento, assim como XT e XTR, o que coloca como uma alternativa de 12v mais barata que o XX1, podendo ser usado nas demais modalidades….

        Foi enfático sim, porem colocaria nesta linha recreacional tanto o X3 como X4, ambos, juntos com o Tourney da shimano nem tem aquele apelo comercial das empresas, nem constam nos links do site, são produtos voltados diretamente para fabricantes de bikes….

        • Fernando – Aventrilha

          Rafael,
          Os fatores “apelo comercial”, “constar no site”, “serem voltados para fabricantes” estão altamente correlacionados com o fator “qualidade” porém não o ditam.
          Analisando, vemos que o X4 oferece um câmbio traseiro muito mais sofisticado que o próprio Altus. São as 9v e o modelo direct route que os diferenciam bastante do tourney.

          No questão do X01, sim, é mais barato e durável, assim como o Zee comparado com o XTR. Ele é um grupo de Gravity e no próprio site de SRAM ele é assim comunicado (repare nas iniciais que sobrepõe a foto de capa da página):
          https://www.sram.com/sram/mountain/family/x01

          • Rafael

            Você colocou o link do X01 com a foto com iniciais DH, esse sim voltado para DH e Gravity dependendo da versão, porém de uma analisada que o site difere o X01 do X01 Eagle, este último com apelo para grupo de enduro e trail… Mas nada impede que seja utilizado em Cross-country e XCO…

            Acredito que a Sram costuma confundir um pouco em sua sopa de letrinhas, onde um Grupo pode servir mais de um uso, rs….

            Mas como já mencionado por você, não há como comparar as duas marcas diretamente, cada um tem um foco diferente…

  • Fabio Tesser

    Fernando, muito esclarecedor. So restou uma dúvida. Posso usar Alívio em uma aro 26? Tanto faz? Eu uso Acera. Quero trocar, vai ser vantajoso?

  • Wiliam Lima

    Outra coisa importante é mencionar a durabilidade.
    Como experiência própria a SRAM perde no quesito lama. Shimano aguenta mais em trilhas lamacentas.

  • Wiliam Lima

    O cassete 11/46 da Shimano é uma piada, parece mais com aqueles megarange. Mal escalonado. Acho que foi um tiro desesperado para não ficar tão atrás do Eagle

    • Fernando – Aventrilha

      William, cá aqui entre nós, concordo contigo em gênero número e grau.

    • Marcelo Faraway

      Permitam-me discordar de ambos… o cassete 11-46 foi criado com a relação 1×11 em mente. Quando se tem apenas uma coroa, normalmente ela não é pequena o suficiente para que se tenha uma marcha leve para – por exemplo – subir os infindáveis morros que vão minando a resistência dos menos preparados. Sendo assim, esse último cog (46) seria como o último recurso para quem “morreu”, algo como jogar a “granny” após tanto lutar e perder pro morro.
      Quem anda com uma coroa só aqui nas montanhas de Minas sabe do que estou falando: coroa 32 (ou 30 que seja) com cog 42 acaba sendo pesado para escalar certos picos de vários quilômetros e onde muitas vezes o morro aperta mais a inclinação justamente no final, quando já se está dando “teto preto” na visão hehehe

      No mais, parabéns Fernando pela matéria muito boa – a mais completa sobre o assunto que já vi até agora.

      • Wiliam Lima

        A questão não é o 46 T e sim a diferença entre o penúltimo e o último cog. Este Shimano pula do 37 t para 46 T. A diferença é grande não fica sutil. Precisa ser melhor escalonado.

        • Junin Sandoval

          eu uso o cassete XT 11/42 este sim é bem escalonado sai de 37 para 42 é show de bola, o 46 é mau escalonado mesmo.

      • Fernando – Aventrilha

        Valeu, Marcelo,

        Acho que o William se explicou bem o que ele quis dizer abaixo.
        Abraços!

        PS: Gostei do tom poético: “após tanto lutar e perder pro morro” hahahah

  • Bruno Campos

    Artigo nota 10 ! Vc é o cara, sempre escrevendo coisas de qualidade !

    • Fernando – Aventrilha

      Valeu, Bruno!! Muito obrigado pela mensagem e por acompanhar o trabalho!

  • Franklin Guarise

    A linha GX possui opção de câmbio dianteiro e pedivela duplo, e a sram possuiu cassetes 10-42t (padrão XD) e 11-42t (padrão convencional)

    • Fernando – Aventrilha

      Verdade, Franklin!

  • Tanaka

    Parabéns pela reportagem, o comparativo é nas especificações do fabricante, precisa agora de relatos com o uso e assistência pós venda, tive sran x5 quebrou troquei x7 tb liguei para o representante no brasil falou que era desgaste menos de 1 ano cada, comprei na Iranda um shimano XT travou o rolete (tinha muito barro) a corrente travou e moeu o cambio comprei outro aqui no Brasil e liguei para shimano falando do cambio importado e pediu para mandar via loja, enviei e menos de 5 dias estava de volta um cambio novinho de reserva, shimano é shimano nunca mais outra marca, sei que é sobre relação más este mesmo representante que atente RockShox liguei reclamando que a trava da minha suspensão (Pushloc) não travava mais porque a trava de plastico estava gasta eles me falaram que gastou por uso, fdp

  • Marcelo Faraway

    Observação: a linha GX possui opção 2×11!

    https://www.sram.com/sram/mountain/products/gx-2×11-rear-derailleur

  • Thiago Miotto

    Excelente artigo Fernado, sou usuário da SRAM a 5 anos e me tornei fã da marca e vou fazer alguns comentários técnicos, vou fazer alguns comentários que achei incorretos na reportagem ou que faltaram ser comentados:

    1- Ao falar da SRAM não foi falado da tecnologia 1:1, que ela coloca em todos câmbios dela, até no x3,essa tecnologia é anterior a Shadow e faz a mesma função que esta. Isso na minha opinião empataria o comparativo x4 vs Acera.

    2-Outro fator que quando comecei a usar a SRAM era um grande diferencial eram os trocadores que se passava marcha e voltava empurrando com o polegar e libera o indicador só para o freio, sei que a Shimano já faz trocadores assim, mas não sei se em todas linhas isso ocorre.

    3- X0, X01 e X01 Eagle possuem versões de Downhill e versões de XC. Nas versões de XC eles são versões mais pesadas da linha XX, XX1 e XX1 Eagle

    No mais o artigo está excelente

    • Fernando – Aventrilha

      Fala, Thiago!

      1- Verdade. Eu pessoalmente tenho uma preferência pelo sistema Shadow. Talvez esteja um pouco enviesado pois raras são as vezes que utilizei um Câmbio x3 ou x4 e não saberia bater o martelo. Mas você tem razão.

      2- Na Shimano essa tecnologia se chama Two Way Release e está presente desde a linha Alivio. A SRAM também tem porém a partir da X5.

      3- X0, X01 e X01 Eagle possuem versões de DH e de All Mountain, não XC, como anuncia a própria SRAM.

      Obrigadíssimo pela mensagem! 🙂

      • Thiago Miotto

        Me lembrei de mais 2 coisas:

        4- A SRAM possui o Power Link, acredito que comprando o grupo dela a corrente venha com um, embora o mesmo possa ser comprado separado e colocado em corrente Shimano sem problemas.

        5- Para utilizar o k7 de 11 velocidades da SRAM precisa de um freehub especial (mais comprido) o que aqui no Brasil tem sido uma dor de cabeça conseguir, segundo relatos em alguns vídeos que vi (não uso, portanto não posso opinar), além de gerar um custo extra.

    • Marcelo Faraway

      Acho que vale dizer que na tecnologia “Shadow” da Shimano, o nome faz referência ao novo design em que, segundo a empresa, o câmbio fica “na sombra do quadro”, menos exposto a impactos com pedras e barrancos, ou mesmo com o chão (em caso de tombos) e assim minimizando quebra de gancheiras e câmbios. Não é relevante para muitos, mas quem faz trilha de verdade (single travado) percebe a vantagem nitidamente.

  • Leonardo Teixeira Barbosa

    Pow, li até quase no final, e achei que você não fosse falar da imensa vantagem de peso que a Sram representa nos grupos de ponta. Valeu o post. Uma pena ouvir de mais um que meu grupo XX será descontinuado 🙁

  • Junin Sandoval

    Sram forever and ever

  • Henrique Miranda

    Incrivelmente detalhado e claro na descrição, meus parabéns, Fernando, continue com o ótimo trabalho!

    • Fernando – Aventrilha

      Valeu, Henrique! Muito obrigado pelo comentário e pela visita 🙂

  • jan infanti

    Olá Fernando primeiramente muito bom o post, muito bem escrito e concordo plenamente com você sobre a dificuldade de uma comparação direta, más não posso deixar de comentar, por favor não encare como uma crítica negativa, más como você mesmo disse no título que seria o comparativo definitivo e que não precisaríamos ler sobre isso em lugar algum, senti falta de algumas informações muito úteis e frequentemente questionada por muitos, é a questão do peso dos componentes como um grupo de transmissão completo, incluindo imagens dos cogs e pedivelas e fatores como precisão no engate das marchas, durabilidade do grupo em geral, sei que esses últimos são informações difíceis de conseguir porque não são dados extremamente precisos e com fontes variáveis, más pelo menos uma noção, ou você conseguir um lugar para fazer uns testes e passar suas impressões, pelo menos até as linhas intermediárias. um abraço

    • Fernando – Aventrilha

      Olá, Jan,

      Cara, fica muito difícil eu categorizar os produtos por “precisão no engate de marcha”. Pense você conversando com um engenheiro da SRAM e diz “quero que você desenvolva um câmbio com maior precisão no engate de marcha”.
      Esse engenheiro vai te perguntar “Você quer priorizar velocidade? Se sim, em quantos milisegundos? Quer quantos newtons de tensão no cabo? A densidade do material é para ser de quantos g/mm³?”. Ou seja, o que você define por “engate mais preciso” em números?

      O mesmo vale para “durabilidade do grupo em geral”. A única coisa que podemos aferir sobre a durabilidade do grupo é a qualidade dos materiais presentes na composição do mesmo. Na prática, se um câmbio SLX vai durar mais ou menos que um NX, isso dependerá majoritariamente no traçado, terreno, frequência, qualidade da manutenção do dono, etc.

      Por último, a respeito das fotos, de fato não posso colocar todas aqui pois para quem usa no mobile fica muito estenuante um artigo de 4k palavras com tantas imagens. Além de que só posso colocar as que têm direitos autorais liberados.

      Abraços!

      • jan infanti

        beleza Fernando, imaginei que eram informações difíceis de inserir por vários motivos, bom gostaria de parabenizar seu trabalho, tenho acompanhado a algum tempo e sua maneira de escrever é muito honesta e sem parcialidade, os posts de comparação das linhas intermediárias da shimano, strava e principalmente da loucura do marketing no montain bike, falando nele oque acha de fazer um post sobre bikes de marcas intermediárias com componentes honestos e excelente custo benefício para iniciar no montain bike ?
        para desmistificar alguns mantras que nem sempre são verdade, as vezes acompanhando forums vejo usuários afirmando algumas coisas que fico bobo como o marketing é fantástico, a favor de alguns e em detrimento de outros.

      • Jose Augusto Bazaneli
      • Jose Augusto Bazaneli

        Aproveitando a crítica construtiva do nosso colega, eu gostaria de sugerir que fosse incluído um gráfico ou tabela mostrando as relações de transmissão de cada grupo.
        Por exemplo… GX Eagle com coroa 34t e cassete 10-50 tem relação de transmissão de 0,68 a 3,4. Enquanto um XT 2 coroas 38t e 28t cassete 11-42 tem relação de transmissão de 0,67 a 3,45, ou seja, muito próximo do GX, sendo que o Eagle elimina uma coroa, câmbio e trocador dianteiro. Porém por outro lado o cassete e corrente Eagle custa 3x o preço do XT.

        Fiz um gráfico para explicar melhor isso que eu disse…

  • Max Fonseca

    Artigo muito bom, quem tinha alguma duvida sobre Shimano & Sram, acho que não tem mais. Parabéns…

  • Adrian Pereira

    Belo artigo cara…
    Uso Sram a 2 anos ja grupo X1 1×11 cassete 10-42 com pratos de 32 e 34.,, uso e recomendo, pois ja ouvi muitas pessoas falando de xt e xt travarem no barro e tals e ja andei muinto em barro e trilhas… nao perde em nada
    nunca deu problema 100% durabilidade e presição
    mas nao discorde de shimano ser otimo… gosto é gosto mas posso dizer que meu gosto é SRAM

  • Fernando Faucon

    SHIMANO = Mais macio e menos preciso.
    SRAM = Mais duro porém mais preciso, bateu trocou!

  • Jonatas Ferreira

    Muito bom artigo! Parabéns, me ajudou muito a entender mais sobre transmissão.
    Abraço.

  • Gleyson Ramos

    Olá. Fernando,

    tô na dúvida entre Deore-rd ou sram x7, ambos 3/10v, também ficaria grado se me ajudasse entre marcas de bike nacionais, to entre uma groove ou soul, sei da existência de outras marcas, sendo algumas 5 anos e outras vitalícia! observação, oque acha também das bike da oggi?

  • Styve Arruda

    Nuuuussa! Agora sim! Virei fã do NX por apostar na praticidade mesmo que requeira mais treino. Valeu Fernando!

    • Tiago Barreto Almendro

      Fernando vc já usa NX? O que está achando?

  • Paulo Fernandes

    Boa noite me informa não seria Shimano Deore comparado com Sram X5 ja que os dois tem grupos de 2×10 e 3×10 ???

  • Andrew Brandon

    gostei do post tirou todas minhas duvidas, por eu esta migrando da shimano para a sram.

  • Anderson

    Vale ressaltar que nos grupos de entrada da Sram, a relação de resistência dos cassetes e correntes é bem ruim, a Sram não evoluiu seus grupos de entrada. A shimano ainda possui alguns cassetes interessantes na linha de entrada, mas as correntes também são frageis e desgastam rápido. Pra quem curte XC, é mais interessante usar os cassetes Sunrace e correntes KMC da linha X, cassam perfeitamente com os grupos de entrada e tem durabilidade bem superior. Nos grupos intermediários a qualidade já melhora bastante.

  • Ranniêr Albuquerque

    Fernando, bom dia, amigo! Estou na dúvida entre uma bike Oggi 7.0 com grupo Shimano Altus e uma bike Soul Sl129 com gurpo X4. Por favor me tira essa dúvida. Qual devo comprar?

  • Ranniêr Albuquerque

    Fernando, bom dia, amigo! Estou na dúvida entre uma bike Oggi 7.0 com grupo Shimano Altus e uma bike Soul Sl129 com gurpo X4. Por favor me tira essa dúvida. Qual devo comprar?

  • Cristian Ivan Cid Guerra

    I wish this was in English u.u

    • Jose Augusto Bazaneli

      Try google translator, for sure the translation will be quite fair. =)

  • Marcelo Augusto Rosimeire Gusm

    Eu uso Sram X9, hoje a bike com 4500km, correntes sram e cassete x9 estao novos como nunca. muito diferente da outra bike com shimano.

  • Andre Felipe Fukk da Silva

    Fui ver o preço pra montar uma bike nova e me assustei e desisti 🙁 ta de sacanagem que vou pagar o preço de uma moto por uma bike… nem um pouco abusivos os preços LOL vou é continuar com minha sundown dos anos 90 que vai firme e forte e nunca me deixou na mão…

  • Marcos Botelho

    muito esclarecedor parabéns, me ajudou bastante!!!

  • Carlos Roberto

    Excelente trabalho mano valeu. Tirou nossas dúvidas

  • Lucas Lambertucci

    minha opinião sobre os grupos intermediários, no brasil pra vc chegar em uma trilha vc precisa pegar uma estrada. Pra vc pegar uma estrada com uma coroa na frente, vc sofre perante quem tem 2 coroas. Na trilha, quem não é profissional não vai sentir tanta diferença.. Agora um profissional que tem um carro de apoio, que leva a bike, chega la apenas pra competir, acredito que a sram está na frente

  • SVBRAZ

    Isso não é um simples artigo é um TCC 👊😎 parabéns garoto!

  • Rafael Pereira

    Eu como amador que sou, uso cambio traseiro SRAM (X7) e dianteiro Shimano (Alívio). Alias, minha bike veio toda SRAM X4 (com exceção desse cambio que coloquei alívio).
    Comecei com o kit x4 e não tenho nada pra reclamar. Mesmo sendo amador fiz as regulagens em casa, andei em trilhas bem sujas e nunca tive cuidado com a bike. O cambio traseiro nunca travou. Alias, ainda funciona bem! Nos fóruns que li, a SRAM é elogiada por ser mais robusta (como alguem já falou), ser difícil travar e perder a regulagem.
    O sistema de troca “two way release”, ao que parece, está nos triggers SRAM desde o X3 (com 7 velocidades atras), o que é um ponto positivo muito grande.
    Sei do trabalho que deu pra escrever tudo isso de informação, mas pra um “artigo definitivo” acho que ainda faltou muita coisa. Obviamente o autor é entusiasta Shimano, o que acho que ficou bem transparente no decorrer do texto.
    O que torna difícil escrever um artigo desses é que o nível do pedal das pessoas é diferente, então a necessidade da informação também. Pra mim, por exemplo, o que mais importa é saber que o cambio não trava na sujeira e não perde regulagem fácil (o que evita as escapadas). Pra alguem no nível XT/X1 essas minhas necessidades já nem fazem mais sentido, pois os requisitos de performance são outros.
    No mais, tem muita informação legal e pontos importantes discutidos.
    Abraço e parabéns pelo trabalho!

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