Como lidar com um ataque de cachorro quando estiver pedalando

Ataque de cachorro e bicicletas. (Imagem destacada: Blog Orks and Cats)

Dia 08 de março de 2014. Sábado de manhã. Eu morava na longínqua Romênia, país do leste europeu, como já comentei aqui no blog. O longo inverno estava acabando e eu finalmente podia pegar minha bicicleta para começar a me aventurar pelas trilhas e estradões do país.

Porém eu não tinha conhecimento de um detalhe muito importante: a Romênia é um país conhecido pela grande quantidade de rebanhos de ovelhas. E o que todos os rebanhos de ovelhas precisam? De cães pastores prontos para defender seu rebanho, custe o que custar.

Eis que me encontro nesse local no dia 8 de março daquele ano:

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Uma estrada simples, inocente, que não parecia guardar mal algum… até que curva após curva eu me via cercado por cachorros que pareciam ter sido enviados das trevas do inferno para me rasgar no meio. Eu nunca pedalei tão forte em toda minha vida. Foi um dia péssimo.

Tem um vídeo no youtube que retrata muito bem as situações que passei naquele dia. O vídeo foi filmado na Grécia, país com característica parecida a da Romênia. Vale a pena ver:

(Deixando claro: Não! Não é todo lugar assim na Romênia – e a Grécia que eu nem conheci. Não estou generalizando. A maior parte das vezes que pedalei por lá não sofri ataques)

E é assim, baseado em minhas próprias – e intensas – experiências adquiridas num dos lugares com mais cachorros ferozes do mundo e com muita pesquisa no assunto que tentarei responder a pergunta:

“O que fazer se um cachorro me atacar enquanto eu pedalo?”

Bem, vamos por partes: O Aventrilha, como você ja deve saber, é um blog de Mountain Bike. Sendo que a maioria dos ataques de cachorros a ciclistas acontecem no meio do mato, em estradões ou em trillhas, vou considerar que o cenário é um ataque de cachorro em áreas rurais.

Para abordar esse assunto tão importante, o dividi em 3 partes:

  1. Como evitar um ataque de cachorro
  2. O que fazer se o cachorro te atacar
  3. Lidando com o pós-ataque

1- Como evitar um ataque de cachorro

ataque-de-cachorro-bravo-enquanto-pedala Como lidar com um ataque de cachorro quando estiver pedalando

Antes de querer saber o que fazer caso um cachorro te atacar, vamos ver como evitar o ataque em primeiro lugar. Vamos montar um seguinte cenário: Você está pedalando sozinho por um estradão quando um cachorro de grande porte aparece.

Nada de reações bruscas

Não entre em pânico! Mantenha a calma. Avalie a situação e continue pedalando mais lentamente. O cachorro pode estar apenas curioso – ou nem isso.  O principal aqui é lembrar-se de nunca tentar ganhar do cachorro no pedal. Ele pode ligar seu instinto canino e ficar bem mais alerta.

Nesse momento, evite encarar o cachorro e também não vire de costas para ele. Apenas mantenha-o em seu campo de visão periférico sem o olhar diretamente. Parta do princípio que os cães não são amigáveis e não agite-os ainda mais!

Coloque a bicicleta entre você e o cachorro

Vamos dizer porém que os cachorros não estão só na curiosidade e começam a latir e avançar em sua direção. Não grite, não tente dar meia volta e não saia correndo. Se os cachorros tomarem uma postura ofensiva e partirem para cima, o melhor é fazer é descer da bicicleta e posicioná-la lateralmente entre você e eles.

Continue tomando uma postura de serenidade com a bicicleta entre vocês. Ele ainda não te atacou e talvez isso não chegue a ser um ataque de cachorro sério. Muitas das vezes os ataques que sofri foram detidos logo aqui. É definitivamente a tática mais eficiente.

Leve alguma comida que cachorros gostem

Se tiver saído para pedalar com algum pedaço de sanduiche ou qualquer tipo de comida que um cachorro possa se interessar, tente jogar para eles. Caso você vá pedalar por um lugar desconhecido ou que sabe que tem cachorros agressivos, leve algo que cachorros comam. Isso pode distraí-los.

O próprio ato de jogar alguma coisa para um cachorro pode fazer com que eles se distraiam. Eu uma vez já me livrei de um grupo de 5 cães ao jogar um pedaço de banana. Como mágica eles distrairam e ficaram bem mais mansos e deu tempo de eu sair de fininho.

Por sinal, tem esse artigo no Aventrilha se quiser saber sobre 9 dias de alimentação antes de pedalar.

Não é especialista em cães? Não tente interpretar seus sinais!

Nem todo cão que abana o rabo quer brincar, nem todo cão que late quer morder e nem todo cão que morde quer matar. Cada cachorro é diferente. A tática do “Ele está abanando o rabo. Isso quer dizer alguma coisa!” pode ser um mito – (Ah, falando em mito, veja aqui sobre os top 10 mitos do mountain bike). Há raças que se comportam de maneiras diferentes quanto aos movimentos do rabo.

Não julgue o cachorro pelos seus sinais. Também não ache que ele vai não vai conseguir te alcançar pois você está pedalando em uma bicicleta. A melhor maneira de evitar um ataque de cachorro quando estiver pedalando continua sendo as dicas acima.

Vamos dizer, porém, que o cachorro vem mesmo em sua direção e está lhe atacando ou a ponto de atacá-lo:

2- O que fazer se o ataque de cachorro acontecer

Defender-se-de-ataque-de-cachorro-bicicleta Como lidar com um ataque de cachorro quando estiver pedalando

Se isso acontecer com você e ele avançar para mordê-lo:

Não corra!

Tome uma postura de enfrentamento. Isso faz sentido pois só numa bicicleta elétrica você ganharia dele na corrida. Correr aqui não adianta nada, principalmente se tiver que correr subida acima (por sinal, veja aqui as 10 subidas mais difíceis do estado do São Paulo). Correr só vai denunciar ao cão que você é sua presa do dia.

Segure um objeto como a caramanhola ou a bomba de ar e mantenha uma voz firme. Grite como um cantor de banda de metal! Mantenha uma postura de confiança. Isso já aconteceu comigo. Era um cão pastor romeno desses aqui:

cão-pastor-romeno-ataque-de-cachorro-bicicleta Como lidar com um ataque de cachorro quando estiver pedalando

Com muita convicção e quase ficando rouco, o cachorro desistiu de me atacar e foi embora. Lembre-se, mantenha a bicicleta em sua frente!


Atenção: A partir de agora vou comentar o que fazer caso o ataque de cachorro já estiver acontecendo. O assunto aqui é auto-defesa, então se você pensar “Mas, Fernando, que coisa horrível! Você chutaria um cachorro??” eu quero lhe lembrar de três detalhes:

  1. Você está sendo atacado por um cão que quer te esfolar vivo. Isso é auto-defesa.
  2. Eu sou vegetariano! Acredito nos direitos dos animais e não como nem um camarão frito.
  3. Se você ainda discorda, entre no Google Imagens e busque por fotos de pessoas que foram atacadas por cachorros. Você se convencerá rapidinho…

Continuando…


Lute!

Se os cachorros começarem a te morder, defenda-se com o que tiver à mão. Sua bomba de ar, seu jogo de chave alen, seu capacete… O que você tiver. Se estiver pedalando em estrada de terra, busque galhos, pedras ou qualquer coisa que você possa usar como defesa.

Não tente bater no cachorro em sua cabeça. A cabeça de um cachorro de grande porte é mais duro que pedra e ele provavelmente não recuará com seu golpe. Mas não desista: Se for um cachorro realmente agressivo ele não cessará até lhe ter subjulgado. Está curtindo esse post? Então curta nossa página no Facebook também:

 

“Fernando, aqueles apitos utrassônicos funcionam?”

apito-ultrassônico-ataque-de-cachorro Como lidar com um ataque de cachorro quando estiver pedalando

Nunca deu certo comigo. Tentei umas três vezes e o cachorro nem notou. Mesmo que eles funcionem e era eu que não sabia como utilizar, eu prefiro não testar para o apito com um cachorro bravo só para descubrir que ele é surdo… Num ataque de cachorro prefiro não apostar.

“E spray de pimenta?”

spray-de-pimenta-ataque-de-cachorro Como lidar com um ataque de cachorro quando estiver pedalando

O spray de pimenta ainda é tabu no Brasil. Na verdade é até meio incerto se ele é um item legal ou não. Em 2014 uma lei foi aprovada permitindo o uso do spray, porém a lei ainda dá margem para interpretação. Na Romênia era permitido e eu sempre tinha um quando saia pedalar (o do lado direito da imagem), mas nunca cheguei a usar. Sempre evitei o conflito seguindo os passos acima.

Se por acaso você decidir comprar um spray, saiba que ele vem em jato e em nuvem. O jato é um feixe de líquido que deve ser mirado diretamente na face do animal. Eu acho ele bem inútil. Só um mestre kung fu para sacar um spray de pimenta em pleno combate com um cão maluco e acertar seu olho ou focinho. Se for comprar, compre o em nuvem.

Para ser bem sincero, sou muito mais a favor de usar um spray contra um cão que golpeá-lo com um galho ou pedras. O spray é muito menos prejudicial ao cão que golpes físicos! Ao passo que com se atingido por spray de pimenta ele vai ficar por alguns minutos esfregando a cara na grama, com um objeto como um galho você pode acabar cegando o cão permanentemente.

Porém não recomendo que você compre pois não tenho certeza de que seu porte e uso é legal aqui no Brasil. Não me responsabilizo por sua compra!

“Mas, Fernando, existe algum item que você indica? Um alternativa legal ao Spray de Pimenta?”

Sim, existe. Itens que são juridicamente legais e muito inteligentes para ciclistas repelirem ataques de cachorros enquanto pedalam. Se você quiser saber quais são, não deixe de se inscrever na Newsletter do Aventrilha pois quinta feira enviarei um artigo exclusivo por email contando quais são essas alternativas excelentes.

Você pode clicar aqui para se inscrever na newsletter ou na caixa de inscrição, no final desse post.

Nada deu certo? Encolha-se no chão

Isso mesmo! Caso nada acima dê certo, deite-se no chão, proteja sua garganta, olhos e orelhas com os braços e sua barriga com suas pernas, ficando na posição “de conchinha”.

Se você tiver saido pedalar com um camelbak ou outra mochila, utilize-a para se proteger também. Tente não gritar! A ideia aqui é começar a diminuir o ímpeto do cão de te morder. (Por sinal, veja esse artigo de como limpar um camelbak)

3- Lidando com o pós ataque

Vamos dizer que seu pedal de domingo foi estragado pelo ataque de cachorro e que você encontre-se ferido

Cuidando do ferimento

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Encontre água corrente e lave o ferimento em abundância. Se estiver sangrando, encontre um pedaço de tecido – pode ser até sua camisa ciclística – e presione moderadamente contra o machucado. Caso esteja sangrando demasiadamente, procure ajuda médica imediatamente.

Por sinal, mesmo que o cachorro que tenha te atacado não tenha provocado nenhuma perfuração, procure um médico e relate o incidente. Busque fazer exames para ver se não contraiu nenhuma doença.

Lidando com o dono

Caso o ataque realmente venha a acontecer, não deixe de conversar com o dono do cachorro. Isso é extremamente importante. Tente fazê-lo entender que ele deve tomar alguma medida para deixar seu cachorro preso e parar de atacar todo ciclista que ver passar pela estrada.

Mas lembre-se: Nós, mountain bikers, somos em grande parte uma raça paz e amor. Porém o dono do cachorro que te atacou pode ser tão feroz quanto ele. Tenha paciência caso ele se encontre no local.

Caso não haja ninguém para responder pelo cachorro ou ele recuse-se a ajudá-lo, contate as autoridades! Isso é extremamente importante pois ajudará a evitar que outros ciclistas passem pelo mesmo que você, ou mesmo que um ciclista munido de um canivete machuque ainda mais gravemente o animal.

Lembre-se: Dono responsável cria cão responsável. Dono delinquente cria cão delinquente!

Lidando com o medo/trauma

Não deixe que seu medo de cães te desmotive a pedalar. Lembre-se sempre de manter a calma. Um ataque de cachorro a um ciclista quase nunca se torna sangrento. As primeiras dicas – as de como evitar um ataque de cachorro – já devem bastar para que nada mais sério ocorra.

Grupos são excelentes para inibir a reação de um cachorro bravo. Se tiver essa opção, pedale com os amgios até recuperar a confiança

Conclusão

No caso de um ataque de cachorro acontecer enquanto você pedala, tenha sempre em mente 4 coisas:

  1. Mantenha a calma e uma postura neutra. A maioria dos ataques param por aí
  2. Se precisar se defender, não hesite! Mantenha-se firme.
  3. Caso venha a se ferir, procure um médico e fale com o dono. Não permita que novos ataques aconteçam!
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  • Fala Fernando, já esbarrei com um ciclista na trilha que usava um aparelho eletrônico que emite um sinal “ultrassônico”, eu acho. Tipo o apito, né? Segundo ele, já usou e funciona. Além disso ele carrega sempre o spray de de pimenta para caso de emergência. Obrigado pelos artigos. ?

    • Boa tarde, Breno!

      Pois é, cara. Eu já ouvi também dizerem que funciona. Porém acho que ele deve servir mais pra quem está adestrando o cachorro do que pra ele parar um ataque. Não sei, se você testar conte pra gente hahaha.

      Abraços!

  • Eberton Luis Alves

    Quando sofro um ataque aqui em São Paulo, me defendo aumentando a velocidade, e fechando os cachorros fazendo zigue-zague, sempre funciona, eles desistem!

    • Olá, Eberton!

      Parece coisa de filme hahaha. Abraços!

    • Ricardo

      Em geral, aqui no Sul quando aumento a velocidade e passo dos 30km/h eles desistem. Claro, depende muito do porte do cachorro. As vezes também grito em tom de raiva e eles recuam, temendo um contra-ataque. Rsrs. Outra técnica é deixar o bico da caramanhola semi-aberta, quando se aproximam eu jogo água.

  • Carlos

    Otimas dicas! Mas qnto ao vegetarianismo, lembre q alguns componentes de uma bike sao derivados d animais, partes como tutano, couro, etc… Oi seja, pode nao comer mas continua contribuindo com a matança… E pare de comer a comida d mminha comida kkkk abs

    • Fala, Carlos!

      Verdade. Reconheço. Temos que ter parcimônia nessa hora e ter bom senso hehehe. Vc tem razão.

      Eu é que peço pra sua comida parar de comer a minha! Hahahaha

      Abraços! 🙂

  • Fabio Bueno

    As únicas 2 vezes que fui perseguidos por cachorro, saquei a minha caramanhola e dei-lhe um belo de um jato de água. Resolveu com esses cachorros!! Espero nunca ter que testar essas dicas ai acima!! Parabéns pelo artigo

    • Hahaha boa, Fabio.
      Eu confesso que nunca pensei nessa “arma” hahaha. Que bom que funcionou!

      Abraços!

  • Mario Salles

    Comigo foi a mesma coisa que aconteceu com o Fabio Bueno. Estava em uma trilha em BH, um cachorro veio correndo e tentou morder a minha perna, peguei a garrafinha e joguei agua nele. O bicho deve estar correndo até hoje…

    • Hahahaha, Mario, como disse para o Fabio, não conhecia essa tática não. Ótima sugestão. Que bom que funcionou.

      Abraços!

  • Fábio L Zanqueta

    Ja passei várias situações semelhantes. Quando vejo que estou por cruzar no caminho dos caninos, ja pego minha garrafa d’água e se ele realmente vir pra cima, jogo nele Boa quantidade, sempre seu certo, os cães tem esse instinto de fugirem da água e até hj não encontrei nenhum que não é intimedasse. Tenho conhecidos que possuem as la ternas de choque, só o barulho ja assuta, porém já vi cachorros nem livarem, pois é como disse se encarar e tentar intimidar pode ser pior… mas com a água até hj seu certo. Haja água, rsrsrsrs. Muito boa sua matéria.

    • Fala, Fábio

      Pois é… essa da água não tinha conhecimento hahaha. Espero que nunca precise usar rsrs.

      Valeu, Abraços!

  • João

    Eu ja vi atletas usarem spray de pimenta para se defenderem de ataques.

    • Pois é, João. Também sou da opinião que é bem melhor usar o spray… porém tem muito debate sobre sua legalidade. Uma pena…

      • Rogério Beltrão

        Existe um spray apropriado para utilizar em animais, sem afetar a saúde deles, tem vídeos no Youtube, e é um produto TOTALMENTE LEGALIZADO, vende cilindros pequenos fáceis de transportar e utilizar. Vejam o site do fabricante: http://polydefensor.com.br/civilbr/produtos/

  • Luiz Gustavo

    Acredito que 99% das vezes não se trata de um “ataque”, qualquer cão do poodle ao pastor romeno (esse é bem obvio no post) tem o “instinto” de perseguir seu alvo em “movimento” então a solução é “parar”. Sempre faço isso: paro e posiciono a bike entre eu e o cachorro. Muitas vezes só parar sem descer da bike já resolve. Uma vez vi de longe um cão (o mais assustador encontrado em trilhas) descendo um morro para me atacar na estrada, antes que ele chegasse já desci da bike e fui andando bem devagar, depois de alguns metros ele desistiu e virou as costas.

    • Perfeito, Luiz Gustavo!

      É exatamente isso. A grande maioria não está atacando. Sem pânico, sem pressa e sem medo. Só de parar e deixar a bicicleta no meio já é suficiente para a grande maioria desistir.

  • Josiane

    Ótimas dicas… Bora repassar aos grupos e vamos pedalar.

  • Rullian

    Parabens pela materia , acho que todo ciclista ja passou por essa situacao.
    Uma coisa que funciona bem sao os “teasers de choque” so pelo barulho a maioria ja sai de perto, eles se sentem incomodados por algo que possa ser mais forte que eles.

  • RAFAEL

    SPRAY DE PIMENTA SOUBE QUE NÃO É PERMITIDO NO BRASIL, MAS EXISTE O SPRAY DE GENGIBRE QUE FAZ O MESMO EFEITO DO PIMENTA E É LEGALIZADO.

    • Rogério Beltrão

      Existe um APROPRIADO PARA REPELIR ATAQUES DE ANIMAIS e é totalmente regularizado. Chama-se SPRAH – SPRAY REPELENTE DE ANIMAIS HOSTIS. Aqui vai o site da empresa fabricante: http://polydefensor.com.br/civilbr/produtos/
      Abrs.

  • salimen

    Velho, eu saio de bike com um porrete de borracha pra bater nos cuscos sempre resolve. Já me livrei de ataques colocando a luz da lanterna nos olhos do cachorro.

  • Osvaldo Junior

    Cara muito simples. Jogo jatos de água da própria caramanhola direto no cachorro. Não os machucam e sempre funciona comigo. Um pouco já os afastam. Tentem.

  • Rodrigo

    Arma de choque comprada via mercado livre
    O simples barulho e a faísca já fizeram correr varios cachorros que por vezes atacara amigos meus
    Sem dano ao cachorro e ao ciclista

  • Carlos Silva

    Boa noite, ja fui por varias vezes atacado por cães nas minhas deslocações diárias de bike e apenas de uma das vezes fui mordido…Sou ciclista diario desde 2001. Aconteceu quando o cão se assustou por ter travado perto dele numa ciclovia. Quando me preparava para pedalar novamente e ja com o sapato encaixado no pedal deu-se a mordidela no meu gémeo…sem gravidade felizmente. Lição aprendida: Um cão pode atacar por estar assustado e nem sempre ladra. Na realidade quando tencionam morder não o fazem apenas rosnam e tomam uma postura que pode ser confundida como submissão (orelhas arqueadas para tras e rabo entre as pernas, cabeça baixa mas com o olhar fixo na vitima) quando na realidade é a postura de ataque da maior parte dos predadores. Como diz o ditado “cão que ladra não morde” e na maior parte das vezes, e se não for provocado, não passa disso mesmo. A solução que uso alem da descrita da bicicleta entre mim e o cão é agachar-me devagar e simular ou apanhar uma pedra. Porquê? Porque a grande maioria dos ataques parte de cães vadios e habituados a maus tratos. Este movimento pôe a maior parte dos cães a fugir danto tempo para montar calmamente na bike e afastar-nos do local pondo distancia suficiente entre nós e os cães. Atenção que não atiro nenhuma pedra, sendo que no caso de ataque real pode dar jeito ja a ter a mão. Espero que com mais esta dica tenha ajudado. Cumprimentos

  • Roman Buniy

    Minha técnica é partir para o ataque antes indo em direção ao cachorro, se ele continuar atacando estique a perna como se fosse chutá-lo. Ele perceberá o alcance de sua perna e normalmente só vai latir sem se aproximar muito. Não demonstre medo. Mostre que vc pode atacá-lo tb. Abaixe simulando que irá pegar alguma pedra ou pegue uma pedra e atire nele. Nunca fui mordido.

  • Bom dia Fernando, sou ciclista e juntamente com minha esposa faço muitas cicloviagenns alem de pedalar na região onde moro.
    Vou falar de um produto como ciclista, é o produto SPRAH Spray repelente para animais hostis, utilizado inclusive por uma grande mineradora no brasil para repelir ataques de onça parda, extremamente eficiente para repelir ataques de animais, facial de usar, não é o spray de pimenta, é a base de piperina TOTALMENTE REGULARIZADO E AUTORIZADO PARA USO POR QUALQUER CIDADÃO, com laudos que não causam danos aos animais e oficio do exército brasileiro autorizando o uso por qualquer pessoa. Agora posso falar como fabricante do produto, sou proprietário de uma empresa em Valinhos – SP que alem de outros sprays para defesa e segurança fabrico com exclusividade o SPRAH, fico a disposição para quaisquer esclarecimentos, pois sei que algumas pessoas tem verdadeiro pavor de animais hostis e muitas vezes nao tem como se defender em uma simples caminhada na zona urbana quanto mais na trilha.

    • Bom dia, Agnaldo!

      Muito obrigado pelo comentário! Entrarei em contato contigo por email!

      Att!

  • Josué

    Pessoal, eu ando com aquelas bombinhas de 0,50 (cinquenta centavos) numa bolsa na cintura. Tem uma estrada ao redor da minha cidade (asfalto) onde existe um lixão onde moram uns oitenta cachorros soltos e os ciclistas fazem pedal por ela. Uma vez uns 20 desses cachorros me atacaram e me rodearam. Eu fiquei paralisado em cima da bike. Tentei acender uma das bombinhas, mas eu tava tremendo tanto que não conseguia (rsrsrsrs). Mas bem devagarzinho acendi uma das bombinhas e joguei no meio deles. Eles se assustaram e se afastaram um pouco. Quando eu ameaçava acender outra eles foram embora. Acho uma boa alternativa as bombinhas. Não machuca eles e eles vão embora.

  • Mateus Ferreira

    Sempre saio para pedalar sozinho e uma vez fui atacado por um pit bull, tive que mata-lo com uma faca que eu sempre levo para descascar frutas.

  • EMÍLIA MARIA RANGEL COSTA PAULO

    Geralmente pedalo de apito. Esse comum de futebol e antes que os cães cheguem mais pertos sopro muito forte. Os cachorros até agora “respeitaram” o barulho. Na subida uma vez faltou pulmão para subir e apitar mas prevaleceu o apito.

  • Rapaz, pode parecer maluquice, mas aqui em Salvador eu pedalo e é cheio de cachorro pelas ruas,quando um começa a latir e vir para cima eu imito um latido também é dou uns berros, o cachorro, na maioria das vezes, não entende nada, sai correndo, se assusta ou fica parado sem entender o doido aqui. O problema é que muitas vezes isso assusta os colegas que pedalam comigo kkkk.

  • Baddo Santos

    Bom, já eu não estava pedalando: prestava serviços p/ uma empresa e alguem me ligou pedindo encarecidamente que eu fosse até um imóvel (isolado) p/uma verificação. Chegando lá, a casa estava vazia e dei de cara com um bichinho enorme e furioso… Tentei ignorá-lo (sem dar as costas, é claro) mas o bicho estava cada vez mais próximo ( uns 3 metros). Percebí que estava numa gelada, então, fiz que peguei algo no chão (não havia nada prá pegar, só poeira e capim-gordura), e ele recuou um pouco, daí corrí, me ocultei numa lateral da casa e escutei ele vindo “cantando pneus”… Quando passou, sem que me visse, dei um grito de TARZAN!!! O bicho deve estar correndo até hoje!
    Daí, corrí em direção oposta, pelo matagal e conseguí chegar em local seguro. O engraçado é que dias depois, encontrei um tratador de animais, acompanhado do mesmo cão simpático e quando ele me viu ficou logo nervoso (kkk)… mas acabamos “ficando amigos”, ora pois…

  • Jorge Luis Lopes

    Domingo passado enquanto passeava com a bike, de repente um cachorro apareceu correndo e latindo atras de mim.Resultado:Assustei cai da bicicleta e fraturou a patela do joelho.

  • Jorge Luis Lopes

    Esqueci de dizer que a fratura poderia ser evitada mas poderia ter acontecido coisas piores.

  • Jorge Luis Lopes

    Sempre consegui me livrar de cachorros colocando a bike entre eu e ele e às vezes gritando, mas desta vez ele apareceu do nada e por trás, onde ao olhar para trás eu assustei e caí.

  • Jorge Luis Lopes

    Conclusão: Usar TODOS os acessórios de segurança!

  • Maury Vivas

    Boa tarde Fernando.
    Aqui na minha região, Moro em Valença-RJ Temos muitas trilhas e estradas de terra onde pedalamos muito. Já sofri vários ataques de cães sem muita gravidade. Depois de certo tempo passei a levar alguma bombinhas e algumas que aqui chamamos de cabeça de negro. Como os locais onde eles aparecem já são conhecidos e ao escutar os latidos, acendemos as bombinhas e o barulho normalmente espanta os “bichinhos”. Esta foi uma maneira de escapar dos ataques.

    • Fala, Maury.

      A simplicidade vem em primeiro lugar. Que continue assim, evitando todos os ataques sem ninguém sair ferido rsrs.

      Abraços

  • Guilherme Caldas

    Uma vez me vi acuado, a pé, por uma matilha de uns cinco ou seis cães de rua. Confiei na capacidade de aprendizado dos cães e me abaixei, fingindo que ia pegar uma pedra no chão. Aqueles lá já deviam ter levado tanta pedrada na rua que sumiram.

    • Sempre funciona, Guilherme. Tem um cachorro na rua de casa que vira um ratinho só de abaixar para pegar uma “pedra” hahaha.

  • Romilson Sena
  • Leon Victor

    Eu ainda não tinha lido esse post…
    Mas eu vinha subindo ali da Qnq para o setor O (Ceilândia Df)… Passei por dentro de um setor de oficinas… Até aí tudo bem… Quando eu já estava lá em cima… Já com a língua de fora muito cansado…
    Que eu olho pra trás…. Lá vem assim mais ou menos uns 8 a 10 cachorros correndo bem silenciosamente…. Só escutei as unhas deles arranhando o asfalto. Nenhum deles latia… Parece que eles já eram treinados para atacar sem fazer alarde…
    Aí acelerei com minhas últimas forças…
    Ainda bem que vinha passando um carro… Então eu passei para o outro lado atravessando na frente do carro e a trajetória do carro cortou o barato dos cachorros…
    Ufaaa nessa dei sorte!

  • Fábio Nunes Dos Santos

    Muito legal este texto, bem explicativo, pedalo na zona rural e vira e mexe tem um cachorro tentando morder no meu calcanhar, bom primeiro, encaro o bruto nos olhos e dou um grito de comando, normalmente ele obedece, carrego sempre lanterna com choque, tem alguns que não respeita o barulho do choque, agora adquiri um bastão retrátil, para casos extremos, não sou adpto de machucar nenhum animal, mas se for o caso tenho que usar, viva a natureza e os pedais.