Afinal, faz diferença ter um cassete com Cog de 40, 42, 46, 50 dentes?

Cog de 40, 42, 46, 50 dentes vale a pena? Vale a pena comprar um? Rufem os tambores, preparem as canelas, agarrem os seus KOMs! Esse assunto é tão polêmico quanto é complicado. Mas eu juro uma coisa: me dediquei a tornar esse post o mais fácil de ler sobre o assunto em toda a internet brasileira.

De 3 anos pra cá, virou uma febre total no Mountain Bike o uso de cassetes com o chamado wider range. “Alcance maior”, em tradução livre.

Quando alguém menciona um cassete com alcance maior, normalmente se refere ao uso do cog maior no cassete com 40 dentes ou mais e…

“Carambola, Fernando!! Cog, alcance, dentes… tá muito complicado!!”

Ok, cara pálida. Vamos por partes. Sei que deve haver outros sites que publicaram sobre o assunto. Porém hoje quero realizar a explicação mais simples e sucinta possível. Teremos o mínimo de matemática e começaremos bem do começo. Primeiro de conversa:

“O que é cog?”

Fixed-Gear-font-b-Bike-b-font-Bicycle-Freewheel-font-b-Cogs-b-font-Hub-Locking-e1476493685102 Afinal, faz diferença ter um cassete com Cog de 40, 42, 46, 50 dentes?

Cog é uma palavra que em inglês significa pinhão, engrenagem, roda dentada… Algo do gênero. Na realidade todas as coroas de seu cassete são cogs. Quando alguém fala “cassete com supercog 42″ aqui no Brasil, a pessoa normalmente quer dizer que o maior dos cogs é 42.

“Por que surgiram esses cogs grandões?”

Há aproximadamente 10 anos, as fabricantes Sram, Shimano e companhia sequer sonhavam com a ideia de um cassete tão monstruoso. A ideia de criar um cassete com o cog maior com mais de 34 e 36 dentes esbarrava em vários problemas:

  • Os cassetes ainda nem tinham 10 velocidades. Sendo assim, se o cog maior fosse muito grande, haveria um salto grande demais entre uma marcha e outra.
  • A solução mais lógica seria introduzir mais cogs em um cassete. Contudo, isso demandava materiais mais resistentes para criar cogs mais estreitos que coubessem na bike. Isso também demandaria uma corrente mais estreita.
  • Mesmo com mais marchas no cassete, os câmbios ainda não tinham tecnologia para se esticarem de 11 dentes até 40. Era simplesmente demais para eles.

No entanto, tecnologia está aí e o futuro chegou. O número de marchas aumentou, os câmbios traseiros ficaram mais resistentes, os passadores mais precisos e já era possível desenvolver cogs grandes.

Bike-Europe-SRAM-SM_XX1_EAGLE_Drivetrain_Gold_Side_M-560x246 Afinal, faz diferença ter um cassete com Cog de 40, 42, 46, 50 dentes?

Eis que a Sram, observando essa movimentação do mercado, viu que se os cogs ficassem realmente grandes, daria para andar com uma coroa só na frente. E hoje chegamos ao auge dessa tecnologia com o grupo Eagle de 12 marchas, como visto acima.

O entusiasmo com essa tecnologia foi enorme. Tanto que a Sram chegou a afirmar que nunca mais fabricaria um câmbio dianteiro para suas linhas de ponta:

“E por que as pessoas querem cogs com mais dentes?”

Olha, eu era um péssimo aluno de física na época do colegial, o que me torna um dos últimos candidatos para explicar esse tema pra você. Mas vamos lá, seja o que Deus quiser.

Veja o sistema de polias abaixo e vamos dizer que a polia da esquerda é um cog do cassete, enquanto a polia da direita é uma coroa.

polia Afinal, faz diferença ter um cassete com Cog de 40, 42, 46, 50 dentes?

Eu apaguei e reescreví essa parte do post umas 5 vezes antes de decidir que era melhor deixar o texto mais simples e só colocar uma fórmula que explica o texto.

A fórmula disso aí é fa x Ra = fb x Rb. E em outras palavras isso quer dizer que quanto maior for a coroa atrás, mais fácil ficam as subidas. Isso porque você vai poder pedalar em algo como 4km/h sem fazer muita força.

(Se você for professor de física, engenheiro ou algo do gênero, por favor tenha piedade de mim. Sou de humanas).

Enfim! Se o cog atrás for maior, tudo fica mais fácil. Então basta a gente tacar um cog de 50 dentes que a gente vai subir muito mais rápido que se tiver 46 dentes, certo?

Errado!!

“Qual é a diferença de mais dentes nos cogs?”

Dizer que “quanto mais dentes, melhor” não faz sentido nenhum. É o mesmo que eu pegar uma engrenagem minúscula de um relógio de pulso, contar 108 dentes e colocar no meu cassete. Como vimos acima, não é o número de dentes que importa, e sim o raio.

cog-13-15 Afinal, faz diferença ter um cassete com Cog de 40, 42, 46, 50 dentes?

Na foto acima, temos um em primeiro lugar um cog de 13 dentes e em seguida um de 15 dentes. Você repara que há um risco vermelho? Pois é, ele mede o raio do cog de 13 dentes. E vê aquele risquinho amarelo? Ele é a diferença entre o raio do cog de 13 pro raio do cog de 15 dentes.

Agora outra:

cog-16-18 Afinal, faz diferença ter um cassete com Cog de 40, 42, 46, 50 dentes?

Agora temos um cog de 16 acima e um de 18 abaixo.

Então vamos lá. Na primeira situação tínhamos dois cogs sendo que eles tinham 2 dentes de diferença entre si. Na segunda situação tínhamos também dois cogs e eles também tinham 2 dentes de diferença entre si. Mas olha isso:

cog-15-18 Afinal, faz diferença ter um cassete com Cog de 40, 42, 46, 50 dentes?

Fica claro que a diferença do raio do 13 para o 15 (cor amarela no esquerdo) é maior que a diferença do raio do 16 para o 18 (cor azul no direito).

Ou seja, um cog de 13 contra um de 15 é muito mais diferente que um cog de 40 contra um de 42. É uma questão de proporção.

Na verdade eu nem usei imagens de cogs com mais de 40 dentes pois nem daria para notar a diferença.

Então vamos buscar solucionar a pergunta:

“Qual a diferença de cogs de 40, 42, 46 e 50 dentes?”

Essa pergunta é bastante complexa. Tanto que escrevi um artigo todo sobre o tema: Calculadora de relação de forças para você escolher cassete e coroas da bike. Se quiser tirar o máximo desse artigo, abra esse artigo em outra aba pois ele tem tudo ver com o que você está lendo agora.

Voltemos ao caso da Sram e seu conjunto Eagle de 12 marchas e supercog de 50 dentes e utilizemos a calculadora do artigo acima para verificar qual a real diferença entre esses 4 cogs se compararmos com um mais tradicional de 36 dentes.

O resultado foi essa pequena tabela abaixo. Ela mostra na coluna da direita o número de dentes do cog e na coluna da esquerda quantos metros avança uma bike numa pedalada completa – dado que ela tenha aro 29′, pneus 2.2′ e esteja com um pedivela de duas coroas na frente 34-24:

comparação-cogs-34-24 Afinal, faz diferença ter um cassete com Cog de 40, 42, 46, 50 dentes?

Imagine que você está num morro bem inclinado. Se você tiver que com uma pedalada andar 2 metros vai ser mais difícil que com uma pedalada dar 1,5 metros, certo?

Porém veja na tabela que a diferença começa a ficar cada vez menor quanto mais dentes o cog possuir, de tal modo que praticamente não há diferença entre um cog de 46 dentes para um de 50 dentes. Ah dê uma curtida na página no Face se estiver gostando do post:

 

Enfim, temos a resposta:

“Vale a pena comprar um cassete wide range?”

Se você acha que suas pedaladas estão ficando impossíveis porque seu cog tem 42 dentes e você quer colocar um de 46, pense cem vezes antes de ir lá e comprar um cassete novo. Ao realizar essa alteração você estará na melhor das hipóteses facilitando seu giro em 10cm/pedalada.

Tentando ser um pouco mais categórico em relação a essa pergunta, eu afirmaria que vale a pena colocar um cog grande atrás quando:

  • Você viu a calculadora de relação de forças e faz sentido pra você trocar de cassete;
  • Você tem dinheiro pra gastar com isso e já viu quais são os outros 5 upgrades mais importantes do MTB;
  • Você compete profissionalmente no MTB XCO onde cada milímetro e grama fazem diferença;
  • Você está saindo de um cassete convencional de 36 dentes para um de 40 ou mais dentes;
  • Você pedala com um pedivela de coroa única.

cog-capa-supercog Afinal, faz diferença ter um cassete com Cog de 40, 42, 46, 50 dentes?

Nesses casos, você talvez se enquadre no grupo do “vale a pena por um cassete wide range”. No entanto, eu diria que não vale a pena colocar o cassete wide range se:

  • Você viu a calculadora de relação de forças e a vantagem será muito pequena;
  • Você não tem dinheiro para gastar com isso e ainda não viu os outros 5 upgrades mais importantes;
  • Você não compete profissionalmente no MTB e na verdade passa a maior parte do tempo em estradões e não nas trilhas;
  • Você já tem um cassete de 40 dentes ou mais;
  • Você possui pedivela duplo ou triplo;

Esse é meu veredito. A ideia de ter mais coroas é muito tentadora. Mas é parte de uma tática gigante das montadoras para que você ache que o que você tem é obsoleto, imprestável e que você precisa de coisas novas mesmo que a anterior ainda está em perfeito estado.

Isso é tão presente em nosso esporte que eu dediquei um post inteirinho pra falar sobre o enlouquecedor marketing do Mountain Bike. Vale a pena ler.

De todo modo, se você se enquadrou no grupo do “não vale a pena” mas sente que está mesmo muito difícil pedalar por algumas subidas de sua região, eu aconselharia você a olhar para essa questão por outro ângulo:

Foque nas coroas, não no cassete

conversão-de-coroas-mountain-bike Afinal, faz diferença ter um cassete com Cog de 40, 42, 46, 50 dentes?

Talvez seja muito mais inteligente voltar para seu pedivela triplo ou duplo com a coroa menor com 22 ou 24 dentes. Pedivelas de coroa única são excelente para atletas que pedalam bastante em trilhas. Se você pedala muito mais por estradões de terra que por trilhas, talvez um desses não faça sentido.

Deste modo, aconselho que você continue sua investigação sobre o assunto com essas 3 dicas:

  • Leia o post “1, 2 ou 3 coroas: saiba o ideal para você“. Talvez lá você veja que a resposta esteja nas coroas, e não no cassete.
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  • Daniel

    Otimo post Fernando. Estava em uma tremenda duvida quanto a este tema. Estava pensando em investir uma grana num cassete de 10v 11-42, mas depois do post achei melhor segurar o investimento por um tempo. Valeu

    • Olá, Daniel.

      Legal que te ajudou. Fico contente! O importante é se divertir hehe.

      Abraços!!

  • Marcio Shimabucoro

    Muito esclarecedor, e mostra que muitos são seguidores de modinhas e fazem alterações sem necessidades ou vantajosas. Vlw.

  • Attilio

    Cara obrigado por suas materias

  • Robson Jose de Lima

    Meu Motivo: Coloquei 42 atras e uma coroa na frente porque a vida toda odiei o cambio dianteiro, ta ali so pra enroscar mato parar barro raspar corrente e adicionar peso

    • Verdade, Robso.

      Também tenho vontade de ter só uma coroa na frente. Vou treinar mais assim já posso migrar hahah

    • DARIO

      Tambem coloquei 1×10 e não me arrependo, nunca mais cambio dianteiro!! recomendo 100%!

    • Wander Alves

      estou na duvida se pego 1 ou 2 coroas, no asfalto vc perde velocidade? vc consegue manter qntos km por hora? o meu andar seria trilha e asfalto….

  • MARCELO

    post bem legal. so achei palha chamar de cog o que rodos sabemos ter o nome de pinha. facilitaria chamar pelo nome real. PINHA.

    • Fala, Marcelo

      É uma questão de regionalismo mesmo. Aqui em minha cidade dizemos Cog. Também escrevo para leitores de Portugal e eles diriam ainda outra palavra.

      Abraço!

  • Adilson

    Mais uma grande matéria. Simples e exclarecedora. Q venha a calculadora. Parabéns amigo Fernando abs

  • Carlos Alberto Duarte

    Boa tarde Fernando.
    Realmente também penso que é mais uma questão de marketing, tentar colocar no mercado novos produtos…etc. Também já fiz aqui um monte de contas para ver a vantagem. Não encontrei. Ou o ciclista tem força para subir ou tem velocidade. Com uma coroa é complicado montar um bom cassete que dê boa velocidade e força. O cara tem que ter pernas pra subir se quiser velocidade ou se contentar com muito giro( cadência alta).Melhor ficar nas três coroas, 22 32 42 e oito veloc, com cog 34 ou 36.
    Abraços.

    • Pois é, Carlos,

      Com tanta oferta do estilo “você precisa ter isso” fica confuso manter a resiliência. Mas se colocarmos no papel, a conta simplesmente não fecha.

      Melhor mesmo essa relação tradicional de 3 coroas que você mencionou acima. Sem medo de ser feliz hahaha

      Abraços!

  • Eu tenho 100 kg e sempre quis ter 1 coroa so pela praticidade e por ser mais leve e pratico e resolvi meu problema com uma coroa 30 na frente e um cassete chamado e thirteen de 11 v com coroas de 9 a 44 finalmente tenho marchas pra subir ou descer interessou???me procure bazar do fininho no face…ah Fernando sou seu fã adoro suas materias e ja comprei seu livro gosto muito se viagens longas de bike vou devora lo essa semana pois viajarei e terei tempo de sobra parabens pelo site

    • Valeeeu Carlos!! Já entrei no seu grupo lá. Obrigado pelo convite. Espero que goste do livro!!

  • Florindo

    Bom dia !
    Fernando,
    Show de bola suas avaliações, muito clara e objetiva e o mais importante sem interesses de “marketeiros”, pois a maioria veste uma camisa para vender serviços e ou produtos.
    Parabéns

    • Valeu, Florindo
      Obrigado pelo comentário. É isso mesmo. O Aventrlha nunca será “blog outdoor”. E vamos que vamos!
      Abraços

  • Fabricio Jabbur

    Meus parabens. Post fenomenal. Todas as especulações e duvidas resolvidas em um post.
    Sou Engenheiro e mesmo você sendo de humanas mandou bem na explicaçao dos COGS.
    Sempre quis ter essa tabela de relacao de coroas, agora posso constatar as conclusões que dependendo da relação não compensa.
    Muito obrigado

    • Olá, Fabricio!
      Obrigado pelo comentário! Vindo de um engenheiro fico ainda mais contente hahaha. Também feliz que a tabela te ajudou.
      Forte abraço!

  • Rafael

    Cara que viajem sua! O foco não é nada disso que você escreveu, a questão é tirar peso da bike e que todos possam pedalar uma subida grande. Esquece velocidade, questão de quantos cm a pessoa vai pedalar a mais, nossa, isso é questão de perna, força, se eu quiser pedalar mais rápido eu vou colocar mais força e pronto. O problema é que as pessoas queriam tirar o cambio dianteiro mas depois não conseguiam ter uma marcha leve pra subir, assim a Sram matou 2 coelhos com uma cajadada só. Eliminou peso e conseguiu fazer com que qualquer pessoa desde um iniciante até um profissional conseguissem ter o mesmo o quase que o mesmo aproveitamento. Ha e na questão de preço é só aguardar que em breve estarão lançando kits de entrada nessa configuração eagle. A Sram já decretou a morte do câmbio dianteiro e isso não tem mais volta.

    • Fala Rafael,

      Um câmbio dianteiro SLX 2v não chega a pesar 200 gramas. Levando em consideração que, de acordo com seu comentário, isso é um peso relevante, então podemos afirmar que tão importante quanto colocar uma única coroa é você raspar seu cabelo.

      No entanto, quando você fala “aproveitamento” eu lhe peço para que defina o que esse “aproveitamento” quer dizer para você. Lembrando que a definição dessa palavra é “tornar algo proveitoso, útil”.

      “A sram matou 2 coelhos com uma cajadada” me soa estranho também, dado que há uma tabela logo acima mostrando a irrisória diferença entre um cog de 46 dentes (que a Shimano já fabrica) e um de 50 dentes da Sram.

      E não sabia que a Sram tinha poder de decretar a morte de algo e por conseguinte ninguém mais poder utilizar um item, já que “não tem mais volta”

      Até

    • Daniel Travaglia Dos Santos

      Na verdade o cassete é bem pesado o que por si só não significa uma redução de peso tão significante assim. O custo do cassete é absurdamente alto e é feito em peça única (com exceção das extremidades) e isto somado ao fato que ele não podem ser substituídos por partes como uma coroa pode ser até mais leve no peso mas será que é mais leve no bolso ? Uso o XX 2×10 e o cassete é muito durável assim como as coroas desde que use as corrente certa do grupo e esta sim é fraca pois não dura 900 Km. Talvez por ter um corpo mais amplo o cassete dure mais que no 2×10 ai sim vale a pena. O tempo irá dizer.

  • Luiz Carlos Prado

    Rapaz, tenho adorado suas matérias ! Parabéns mesmo !!! Quanto ao que usar, vai de cada um, sejamos felizes pedalando e … quero esse seu livro, tb vou viajar e notei ser uma boa leitura. Onde adquiro ? forte abç e muito obrigado por nos brindar com matérias deste nível !

  • Léo

    Muito boa a matéria, mas vejamos por outro ângulo. Com a coroa 24, a diferença de avanço com COG 36 (150cm) e 42 (130cm) é de 20cm. Como esta relação é usada em subidas íngremes, onde o que vale é o esforço, a potência, não devemos considerar somente o valor isolado de 20cm, mas sim, o que ele representa de diminuição de esforço ao ciclista. Fazendo as contas, chegamos a cerca de 14% a menos de esforço para vencer determinada subida. Não me parece assim tão irrelevante, não acha?

    • Fala, Léo.

      Então, é dificil dizer que 20cm a mais é igual a tantos % de esforço. Temos aqui inúmeras variáveis: inclinação, condição do solo, peso do ciclista+bike, tamanho do aro… são tantas variáveis quanto possível.

      O cog 36 para o 42 apresenta 20cm de distância? Sim.
      Isso é considerável? Sim.
      Quanto isso muda em questão de esforço? Depende.

      Foi exatamente por isso que coloco aquele “disclaimer” no fim do post: Se você pratica MTB num contexto onde cada grama ou centímetro faz a diferença, então considere colocar cogs com mais de 40 dentes.

      Abraços, Léo!

  • Thiago Castro

    Que matéria excelente, mt esclarecedora. No meu caso, uso uma Bike 20v 11/36 38/24 bem usado já a relação. então quero testar 11v com 11/46 e 34t. A mudança primeiramente é p reduzir peso. Eu tb quero testar como vou me comportar em estradoes.

    • Fernando – Aventrilha

      Valeu, Thiago!
      Esper oque seu teste tenha dado certo! rsrsrs

  • Alexandre

    Parabenizo e agradeço pela matéria Fernando!
    Já li que se substituir a coroa de 24t em um pedivela 24-38 po uma de 22t da pra continuar com o cassete de 10v 11-36 numa boa. Com esta mudança o ratio não ficaria prejudicado, coisa que acontece com o vassete sunrace 11-40 ou com a gambi com supercog. Achei interessante e até procurei coroa 22t para comprar (sem sucesso, a maioria era para 9v. Apesar dos vendedores alegarem que serve tbm para 10v. Duvidei desta informação.) Outra dúvida é se a troca de marcha ficaria muito brusca por conta da troca.
    Alguém conhece um caso como este?

    • Fernando – Aventrilha

      Olá, Alexandre. Obrigado!

      Eu estou atualmente com um pedivela triplo com a “granny” 22t. Atrás o cassete tem 32 o cog maior – totalmente antiquado rsrsrs – e aguenta numa boa. E só vou trocar todo o sistema quando comprar uma bike nova.

      Quanto à troca, acho que os vendedores em questão estão corretos…

      Abraços

  • Saulo ASilva

    Ótima explicação. Valeu

  • Andre Faria E Melo

    Olá Fernando.
    Parabenizo lhe pela ótima explanação sobre este assunto que, na maioria das vezes em que buscamos informações nas lojas especializadas, o pessoal só pensa em vender!!!!! $uce$$o se guerreiro!

  • Lincoln Gomes

    Por gentileza. Coroa de 38t usando com cog de 42, fica muito puxado o câmbio?

  • André Mezabarba

    Como o meio urbano predomina nas minhas pedaladas, e tenho a bike como meio de transporte, estes supercogs e coroas muito reduzidas (2x ou 3x) ou coroa única soam bem estranho…

  • Adolfo Simões

    Salve!
    Parabéns pelos artigos!

    Pergunto: (copiando o seu texto…)
    Sou um mountain biker que gosta de pedalar em trilhas e single
    tracks, mas também passa bastante tempo nos estradões, gosta de fazer
    pedais bem longos de mais de 100km mas também pegar trilhas…! Acabo de comprar um cabio XT 11 42, ainda não comprei o pedivela e as coroas. Vou usar 2 x 11. Quais coroas devo usar?

  • Wesley Rocha

    eu montei 1×10 com cog 40maior, vou é mudar pra 2×10

  • Júlio Fernandes

    É o que tento explicar aos meus clientes de Bike Fit e Assessoria, não vai na onda comercial. Belo post.

  • arisson marinho

    Estou querendo por uma coroa única na minha bicicleta.
    Pedalo hj com 24-36 e cog.11-42 ,se eu por uma coroa de 34 qual seria o melhor cog.

  • Stu

    Este artigo é uma anedota! Em vez de falarem do que não sabem, vão para o campo e experimentem. Por exemplo, a cassete da Eagle da Sram 10-50 com uma coroa de 28 a 36 (o ideal é usar um coroa oval com 30/2 dentes (roda 29″) ou 34/6 dentes (roda 26″) e depois digam que não há diferença… GARANTO-VOS, NUNCA MAIS VOLTAM PARA TRÁS! Comparando com as coroas duplas ou triplas há uma ENORME diferença na durabilidade da corrente, na suavidade com que as mudanças entram (como os “saltos” da corrente são mais pequenos nem sentimos que a mudança entrou), menos peso, menos desafinações, menos barulho e a corrente nunca salta… Tem duas desvantagens: O preço (por isso é que há muita gente que fala mal sem nunca ter experimentado… LOL) e é evidente que se compararmos as relações de uma coroa tripla com uma single vamos ter uma menor amplitude de relações. Caberá optarmos se queremos um conjunto de relações que favoreçam a velocidade ou potência. O artigo diz: “…não há diferença entre um cog de 46 dentes para um de 50 dentes…” a verdade é que a cassete do Eagle evoluiu de uma versão de 42 para 50 dentes e não de 46 para 50… e por isso faz, e muita, diferença quando pedalamos com o 42 ou com o 50 que serve para “subir paredes”… LOL. É tão mau, mas tão mau, que todas as marcas, pouco a pouco, começaram a usar esta tecnologia o que deu à Sram uns belos 3 anos de bom lucro de avanço.

  • Alexandre Campos

    Com relação ao cog de 46 e 50 na questão de metros percorrido a diferença é mínima, porém na questão de ficar mais leve em um subida íngreme o cog de 50 dentes vai fazer a diferença.

  • Thiago Alves

    Fernando, você está de parabéns pelo Blog!!! Muuuuuito esclarecedor e de fácil compreensão!!! Tô curtindo demais cada artigo! Já li vários e estão me ajudando bastante!!! Esse de hoje me ajudou demais na escolha de trocar o grupo da minha Scott. Vou pegar um Slx M7000 1×11. Abraço.

  • Fabiano Rodrigues Senra

    Excelente! Estou montando uma bike e tirou todas as dúvidas que eu tinha em relação ao assunto. Parabéns!

  • Gigio Deliberato

    Oie Fernando.Faria muita diferença trocar um cassete XT 10v com Cog42 por um SunRace 10v 11×46?Usando coroa 30d.

    • RRN

      Por fazer um mês sua postagem acredito que você já tenha montado seu novo sistema. O que você irá perceber de cara é a facilidade em subidas. Como você manteve a mesma corria a velocidade final será a mesma mas a economia de energia em subidas fortes será muito perceptível.

  • Gilson Lau

    Parabéns, ótima publicação.
    Realmente a investida maior vem das montadoras com o simples intuito de aumentar lucros. Não gosto muito de pedal curto em estradas de chão e trilhas, mas vou relatar uma experiência que tive com um pedal de 100km.
    Tambm entrei nessa de testar algumas mudanças na relação e mudei as coroas.
    Eu fiz um teste usando uma coroa para longa distância ( asfalto) com uma coroa 32 e cassete 11/34 e o resultado 👎👎👎 foi ruim.
    A maior dificuldade foi para aproveitar a velocidade nas decidas, pois foi quando senti falta da coroa de 40.
    Peguei um pouco de estrada de chão (17km) e foi o único trecho em que as demais coroas não fizeram falta.
    Acredito que 2 coroas 22/36 melhore um pouco, mas realmente percebi que cada item pode fazer falta em alguns momentos.

    Na área competitiva em pistas de trilhas pesadas com certeza uma coroa maior não faria falta, já que a velocidade eh bem reduzida e o que manda mesmo são subidas e arrancadas, assim 32 com super cog de 46 viria bm a calhar, mas para quem pedala estradões e principalmente se pegar longas distâncias com asfalto e coroa única 👎👎👎👎👎👎 nem gaste dinheiro trocando. Abraço e bom pedal a todos🚵🚵🚵🚵👍.

  • RRN

    Comprei esse mês uma nova bike saindo do meu jurássico sistema Alívio de 24v para um de 20v. Pedivela Sunrace MS 36/22, cassete Sunrace 11×42 e câmbio dianteiro Deore e traseiro SLX.
    Conversando com mecânicos e um pessoal “macaco velho” de pedal fui aconselhado quase que por todos em justamente adquirir essa combinação de marchar para o estilo de pedal que eu faço (estradas de terra e muito morro).
    O que achei curioso é que quase todos que eu conversei me disseram para fugir da coroa simples pois era uma relação muito específica e pouco dinâmica fora do universo de competições, onde o objetivo é perda de peso, e na maioria dos casos há a adaptação do sistema dependendo da prova e que para nós, meros mortais, seria sofrer a toa com apenas a utilização de uma única coroa pois com certeza não ficamos trocando o conjunto de marchas de acordo com cada “rolê” de final de semana.
    Muitos amigos meus possuem sistema de 11v e percebo em alguns momentos uma certa limitação de marchas, principalmente nos trechos de maior velocidade, onde o cidadão está girando a toda e quem tem uma relação de coroa dupla segue mais tranquilo.
    O estranho é ver justamente alguns “sofrendo” com o sistema dianteiro simplificado mas mesmo assim defendendo que é o melhor.